O maximalismo é o oposto do minimalismo e é justamente por isso que ele vem conquistando cada vez mais espaço na decoração contemporânea. Com cores vibrantes, estampas marcantes e objetos cheios de personalidade, essa tendência celebra o excesso com estilo e autenticidade.
Mas, apesar da proposta ousada, é totalmente possível adotar o maximalismo sem transformar o ambiente em um espaço caótico. O segredo está no equilíbrio e na curadoria: saber escolher o que realmente representa você e como combinar os elementos para criar uma harmonia visual única e envolvente.
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Comece pelas cores: intensidade com propósito
O maximalismo não tem medo de cor, pelo contrário, as cores são o ponto de partida dessa estética. No entanto, é importante criar uma base coerente. Escolha uma paleta com dois ou três tons principais e use o restante como detalhes que criem contraste e destaque.
Por exemplo, paredes em tons de verde-esmeralda podem dialogar perfeitamente com móveis em dourado e acessórios em tons terrosos. Além disso, misturar diferentes saturações da mesma cor ajuda a gerar profundidade sem perder a harmonia.
E lembre-se: o maximalismo não é uma bagunça de cores, mas sim uma orquestra bem conduzida de tons e texturas.

Aposte na mistura de estilos e estampas
Uma das maiores liberdades do maximalismo é poder misturar o clássico com o moderno, o artesanal com o industrial, o vintage com o contemporâneo. Essa mistura cria uma narrativa rica e visualmente interessante, cheia de camadas e significado.
Para manter o equilíbrio, escolha um elemento em comum entre as peças, pode ser uma cor, um material ou até um tema. Assim, mesmo com a diversidade, o ambiente mantém uma coerência visual.
Além disso, prefira misturar estampas de diferentes escalas: uma grande e marcante com outra menor e mais discreta. Isso cria contraste sem gerar confusão visual.
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Valorize peças com história e personalidade
O maximalismo tem tudo a ver com expressar quem você é. Por isso, aposte em peças que tenham significado, uma poltrona herdada, um quadro de viagem, um vaso de família ou até um livro antigo. Esses objetos contam histórias e dão alma ao espaço.
O segredo está em expor com intenção. Agrupe objetos por cor, tema ou material para criar composições harmônicas. Dessa forma, o ambiente continua visualmente equilibrado, mesmo com muitos elementos presentes.

Crie pontos de respiro visual
Sim, até no maximalismo é preciso dar espaço para o olhar descansar. Áreas neutras ajudam a valorizar o conjunto e evitam que o ambiente pareça sobrecarregado.
Por exemplo, uma parede branca pode servir de base para destacar obras de arte coloridas, ou um tapete neutro pode equilibrar móveis estampados. O contraste entre o cheio e o vazio é o que dá ritmo e leveza à composição.
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Maximalismo: mais do que estilo, uma forma de expressão
O maximalismo vai além da estética, ele é uma manifestação de personalidade, memórias e emoções. Ao adotar essa tendência, você cria um ambiente que é, ao mesmo tempo, vibrante e acolhedor, cheio de significado e autenticidade.
Mais do que seguir regras, o maximalismo convida à liberdade criativa e à celebração da individualidade. No fim das contas, o que importa é se cercar de tudo o que faz você se sentir em casa.